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5 truques que você precisa aprender sobre o seu cérebro para melhorar seu desempenho

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É comum se ouvir falando por aí sobre as questões do coração. Por ser um órgão bem centralizado, o coração foi por muito tempo considerado o comandante do corpo. Sabemos hoje que o cérebro é na verdade quem dá as ordens para o nosso físico. Por isso todo cuidado é pouco com esse órgão tão complexo. Entender alguns mecanismos de funcionamento dos nossos neurônios, nos leva a uma melhor compreensão de como nossos comportamentos são produzidos. E isso é o inicio de uma mudança que, quando bem feita, sempre nos favorecerá. Então vamos lá!

 

  1. Neuroplasticidade – Já se acreditou que os neurônios, essas células que identificam e retransmitem informações para nosso corpo, quando morriam, acabavam para sempre. É preocupante pensar que os produtores de nossos pensamentos, sentimentos e sensações físicas vão ao longo da vida ficando cada vez mais escassos e não há nada que se possa fazer em relação a isso. Podemos ficar tranquilos, porque não é assim que nossa cabecinha funciona. Existem hoje, vários casos de pessoas que sofreram acidentes danificando uma grande parte de seus cérebros. Algumas dessas partes, eram responsáveis por funções importantes e faziam com que o acidentado perdesse algumas habilidades. Um exemplo é um empresário americano bastante ativo que, quando viajou com sua mulher para aproveitar as férias, sofreu um pequeno derrame. Vou chamá-lo de Alex. Alex era um homem energético, que se interessava por diversos assuntos diferentes, estava sempre inventando algo novo para fazer e era muito aplicado em sua carreira. Após o derrame, Alex passava o dia assistindo televisão de forma apática. Em consultas com os médicos, Alex se dizia feliz. Mesmo assim, seu comportamento tinha mudado de forma chocante, o que tornou a situação bastante difícil para sua mulher. Após ANOS, sim ANOS de permanecer nesse estado apático a mulher de Alex cansou. Ela começou a desafia-lo, obrigando Alex a escolher entre suco de maça ou laranja, ver novela ou filme, dando a ele maior controle sobre opções. O que aconteceu então foi algo que nenhum médico tinha previsto. Alex foi voltando a seu estado ativo anterior ao derrame. Mas o porque isso aconteceu é a parte que você deve guardar para si. A neuroplasticidade é a habilidade que seu cérebro tem de se reorganizar, caso alguma de suas partes falhe ou pare de funcionar. Quando conexões antigas são rompidas, a neuroplasticidade permite que novas conexões sejam formadas para atender a função que ficou debilitada. Portanto, se aplicarmos esforço suficiente para que nosso cérebro forme e mantenha novas conexões criaremos em conjunto um repertório novo de comportamento que pode nos deixar no estado que buscamos. Todo o esforço para a criação de novas conexões deve ser feito com consistência, pois se praticarmos um hábito por muito pouco tempo, as conexões se formam, mas não tem força para se manter.

  1. Primado – É um efeito de nosso cérebro em que percebe um estímulo e provoca um efeito em nosso comportamento futuro. Vou explicar com uma pesquisa descrita no livro “Você não é tão esperto quanto pensa”.
    Para a pesquisa foram usados 2 grupos. O primeiro tinha que desenhar linhas entre fotos e descrições neutras, o segundo tinha que desenhar linhas entre fotos e descrições de negócios. Depois dessa etapa ambos os grupos iam para outra sala e formavam duplas.

Eles participariam de um jogo em que podiam ganhar até R$10,00. Em uma caneca haviam 2 pedaços de papel. Um deles dizia “oferta” e o outro dizia “decisão”. Quem tirasse “oferta” ganhava os R$10,00 e decidia como iria dividir com a pessoa que tirasse “decisão”. Se o decisor não gostasse da oferta, poderia negar ela e aí nenhum dos dois ganhava nada.

No grupo com fotos neutras 91% dos ofertantes dividiram igual, ou seja, R$5,00 para cada um.

No grupo com fotos de negócios, 33% dividiram igual. Os outros ficaram com um pouquinho mais para si. Exemplo: R$6,00 pro ofertante e R$4,00 para o decisor.

Todo estímulo, como no caso as fotos relacionadas a negócios, desencadeiam uma série de relações e associações em sua mente e influenciam seu comportamento.

Sabendo disso podemos aumentar nossos estímulos relacionados a comportamentos que queremos ter. E diminuir estímulos a comportamentos indesejados. Uma dica é começar cortando músicas com a letra de que “não te querem mais.”

 

  1. Detecção de Erro – Quando uma ideia é trabalhada suficientemente em nosso consciente ela acaba por estabelecer conexões fortes e se tornar inconsciente. Nosso cérebro se atrai às ideias que estão em nosso inconsciente no mundo exterior como um míssil. Quando deixamos que ideias sabotadoras se tornem inconscientes nosso cérebro vai procurar maneiras de confirmar elas. Se existe uma expetativa de que você vai conseguir um autógrafo do cantor que mais gosta em seu inconsciente e você encontra esse cantor no show, seu cérebro vai impulsionar essa expectativa ao ver o estímulo e você provavelmente não vai hesitar muito em pedir um autógrafo, saindo de lá com “um beijo carinhoso do Roberto Carlos”. Por outro lado se sua expectativa inconsciente é a de que não conseguiria um autógrafo de seu cantor preferido, quando seu cérebro se depara com o Roberto Carlos ( pode trocar o nome dele por quem você quiser) ele ativa o mecanismo de detecção de erro e provavelmente vai se afastar do cantor para se certificar de corresponder as expectativas. O que posso te ensinar com isso? Cuidado com pensamentos do estilo, “não vou conseguir”, “isso não serve pra mim”, “um dia bebe, quem sabe, mas hoje não”, etc. Adote pensamentos mais parecidos com, “é fácil se eu colocar minha atenção no lugar certo”, “vai ser dessa vez” e “ihuuuuullll!!”. Como vimos, nossa biologia exige uma comunicação clara para atuar de formas que nos satisfaçam. Crie as situações que deseja com o máximo de detalhes possível na sua mente.

 

  1. Profecia Autorrealizável – Nosso cérebro não distingue o que é real do que é imaginário. Se eu colocar um fone no seu ouvido ou pedir pra você pensar em uma música e cantarolar ela na sua imaginação, as mesmas partes de seu cérebro vão ser ativadas. Portanto sempre que interpretamos uma ideia como verdadeira, se ela depender de comportamento, provavelmente se tornará verdade. É disso que se trata a profecia autorrealizável. Vejamos um bancário, por exemplo. Ele por um momento deixa passar em sua mente que seu banco pode quebrar. Em uma comunicação com seus stakeholders deixa a ideia escapar sem querer. Todos se abalam e a notícia se espalha. Há uma corrida ao banco para retirada de dinheiro de seus correntistas e o banco quebra. Outro exemplo são as crises econômicas. As crises podem se iniciar por inúmeros fatores, mas podem perdurar pelo comportamento economico que a crença na prolongação da crise instala. Se ninguém gasta, demora mais para a economia retomar porque não há dinheiro circulando. Se não há dinheiro circulando as pessoas não querem correr o risco de gastar. Então uma crise poderia começar apenas com alguém influente o suficiente dizendo que está prevendo uma crise.

Se o nosso cérebro não diferencia o que é real do que é imaginário comece a imaginar mais. Pense no tamanho da empresa que você quer ter e no funcionamento dela em detalhes. Pense no relacionamento saudável que está a sua espera. Pense em conversas assertivas com sua família. E seu cérebro criará atalhos para você alcançar o que quer.

 

  1. Completamento Amodal – Nossos neurônios que detectam estímulos sensoriais, ou seja, que nos fazem ver, ouvir, cheirar, sentir na pele, são menos eficazes do que imaginamos. Seu equipamento neural dá uma resolução de visão para seus olhos, por exemplo, pior do que a da câmera do seu celular ( se você tiver um iphone ou um Samsung). Mas como vemos tão bem então? Nosso cérebro se encarrega de preencher os espaços em branco.

O problema nisso é que se eu quebrar uma caneta no meio e colocar a parte quebrada atrás de um livro e você só puder ver a metade que não está quebrada, seu cérebro completará o que falta concluindo (erroneamente) que a caneta está inteira.

Este mecanismo serve também para ideias preconcebidas que temos. É ele, um dos responsáveis por nos fazer criar generalizações e preconceitos. Avalie com cuidado informações que chegam até você. Busque entender pontos de vistas contrários aos seus para chegar a conclusões, ou então você pode criar conceitos falsos apenas porque deixou seu cérebro ser de novo um preguiçoso.

 

 

Existem muitos neurocientistas que consideram que não temos livre arbítrio. Essa ideia vem de pesquisas que mostram que áreas de nosso cérebro responsáveis por impulsos, como o movimento muscular, as vezes se ativam antes de áreas que correspondem a percepção de que tomamos a decisão de nos mover. Sendo assim nosso inconsciente estaria decidindo por nós.

As pesquisas que nos mostram tais fatos não são conclusivas. O cérebro é muito complexo e ainda há muito o que desvendar. Alguns cuidados, no entanto, são necessários para que não entremos em um modo automático. Quando isso acontece apenas funcionamos quando estamos respondendo a estímulos externos. Sem motivação interna caímos na tortura da repetição e aí muito provavelmente perdemos mesmo nosso livre arbítrio.

Procure entender como seu cérebro funciona.Que ideias você pode mudar? Pratique as dicas que te dei e aí, é uma promessa que sua vida vai mudar completamente. Você pode fazer essa mudança ser para muito melhor. É só fazer sua mente parar de pregar truques em você e começar a você pregar truques em sua mente!